PA-ILANE

 

TCC reformulado

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU ESPECIALIZAÇÃO EM TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMINUCAÇÃO NA PROMOÇÃO DA APRENDIZAGEM
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS AO TRABALHO COM PROJETOS NA ESCOLA: ALUNOS MOTIVADOS, PROFESSORES RESISTENTES AO USO.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ILANE MARIA PIANEZZOLA CICHELERO
 
 
 
 
 
 
 
SÃO LEOPOLDO – RS
SETEMBRO 2007
ILANE MARIA PIANEZZOLA CICHELERO
 
 
 
 
 
 
 
A INTEGRAÇÃO DE TECNOLOGIAS AO TRABALHO COM PROJETOS NA ESCOLA: ALUNOS MOTIVADOS, PROFESSORES RESISTENTES AO USO.
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de monografia orientado pela
Professora Jane Barros, apresentado
a UFRGS como condição para obtenção
do título de Especialização em
Informática Educativa.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PORTO ALEGRE – RS
SETEMBRO 2007
 
                                    
 
 
 
 
 
 
 
A Deus por ter iluminado sempre o meu caminho.
      Ao esposo Paulo e filhos Tiago e Juliana, pelo apoio e
incentivo durante a longa caminhada.
Aos professores da UFRGS, por mediarem
 a construção de novos conhecimentos.
A Professora Jane pela dedicação e paciência
em me orientar a construir este trabalho.
A todos os colegas, pelas trocas que realizamos,
 em especial a colega Eloice,
 sempre presente.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“ Ensinar e aprender
                                                              não    podem          dar-se fora
da procura, fora da boniteza
                                             e da alegria”.
(Paulo Freire)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO
 
 
 
       INTRODUÇÃO .........................................................................................................
 
  1. O PROBLEMA
1.1 Caracterização do Problema ...............................................................................
1.2 Questão investigativa ...........................................................................................
1.3 Hipóteses ...............................................................................................................
 
  1. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Conceito de Projeto
2.2 Projetos de Aprendizagem
2.3 Como integrar projetos e tecnologias
2.4 A motivação do aluno
2.5 A questão do professor
 
  1. METODOLOGIA
3.1 Sujeitos da Prática
3.2 Procedimentos
 
  1. ANÁLISE DOS DADOS
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO
 
Vivemos numa sociedade onde a tecnologia toma conta de nossas vidas, no trabalho, nos transportes, nas comunicações e no entretenimento.  Há meio século, mais ou menos, surgia o computador.
Inicialmente limitando-se a processar dados matemáticos, acabou muito rapidamente revolucionando outras áreas, entre elas a das comunicações no que se refere a produção e transmissão de informações. As rápidas e constantes transformações nas ciências aliadas à evolução e utilização das tecnologias trazem novos e complexos desafios à educação e a seus envolvidos, evidenciando a necessidade de formação continuada e ao longo da vida, utilizando para isso todos os meios e recursos disponíveis.
            Diante dessas mudanças, como fica a escola? Como deve agir a escola frente a essas novas realidades?
 
            Segundo LIBÂNEO (1998, p.26), a escola precisa deixar de ser meramente uma agência transmissora de informação e transformar-se num lugar de análises críticas e produção da informação.
 
Uma educação efetiva não pode ser a da memorização de nomes e idéias, nem a repetição de exercícios. É preciso ousar, criar.
          Através de programas do governo e de empresas privadas também, computadores chegam às escolas, na maioria das vezes despreparadas quanto ao uso efetivo deste como ferramenta na construção do conhecimento. É uma escola tradicional, que prioriza a transmissão do saber por parte do professor e onde o aluno é mantido na passividade, um mero receptor de informações, muitas vezes desinteressantes, fora de seu contexto. Uma escola organizada dentro de uma escala de disciplinas, distribuídas em horários pré-estabelecidos, onde professores e alunos apresentam diferentes motivações frente às novas tecnologias: de um lado, alunos motivados a trabalhar com o computador, do outro, professores resistentes ao uso, por medo, insegurança, desestimulados, etc.
            No entanto, muitos autores tem discutido uma forma diferente de trabalho onde as tecnologias poderiam contribuir de forma efetiva na aprendizagem dos sujeitos, o trabalho com projetos de aprendizagem, uma proposta pedagógica inovadora, uma prática voltada à aprendizagem significativa do aluno, mobilizadora das dimensões cognitiva, social e afetiva.
         No trabalho com projetos, o aluno é sujeito ativo da aprendizagem, aprende ao fazer, levantar e testar idéias, experimentar, aplicar conhecimentos e representar o pensamento. Ao professor cabe o desafio de criar situações que levem o aluno a interagir entre si, trabalhar em grupo, buscar informações e produzir novos conhecimentos. O trabalho se desenvolve a partir de problemáticas do cotidiano, transformadas em questões e temas a serem investigados por meio de projetos, rompendo as fronteiras disciplinares de um currículo definido por uma grade de conteúdos agregados a uma disciplina.
         Sob este enfoque, o presente projeto visa pesquisar as potencialidades do desenvolvimento de Projetos de Aprendizagens fazendo uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação na produção de conhecimentos, bem como o contraste entre motivação do aluno e dos professores observado durante a prática na escola.
         A implementação será em escola regular de ensino da rede pública estadual, nas disciplinas de Psicologia da Educação e Sociologia da Educação com a turma da primeira série do Curso Normal em Nível de Ensino Médio, numa parceria com as professoras das referidas disciplinas. A reflexão sobre essas vivências e sobre a teoria que a sustenta possibilita a compreensão dessa nova prática bem como sobre o papel do professor no desenvolvimento de projetos que incorporam determinadas tecnologias e mídias para a produção de conhecimentos.
         O presente trabalho está organizado da seguinte forma: no Capítulo 1, a contextualização do trabalho, com a caracterização do problema, a questão investigativa e as hipóteses; no Capítulo 2, o aporte teórico que fundamenta a pesquisa; Capítulo 3, a descrição do grupo de trabalho e a estratégia metodológica; Capítulo 4, a Análise da Implementação e, por último, as Considerações Finais.
 
 
 
 
 
 
 
 
1. O PROBLEMA
 
1.1 Caracterização do Problema
           O computador chegou à escola. O momento requer repensar o papel desta na sociedade do conhecimento e da tecnologia, mais especificamente as questões relacionadas ao ensino e à aprendizagem.
            Primeiramente, a Escola na qual se insere a tecnologia, é uma escola tradicional, que acredita ser a detentora do saber e transmissora da informação. Diante da nova realidade, a escola precisa "transformar-se num lugar de análises críticas e produção da informação, onde o conhecimento possibilita a atribuição de significado à informação" (Libâneo, 1998, p. 26). O aluno aprende a buscar a informação, desenvolve habilidades para analisá-la criticamente para depois atribuir-lhe um significado, partindo sempre do conhecimento acumulado ao logo da vida.
            A sociedade do conhecimento, trouxe novas problemáticas e enfrentamentos para as pessoas e o aluno precisa estar preparado para essas transformações, através de uma educação baseada no diálogo, na busca incessante do novo, do desejo de pesquisar e tornar-se autônomo e produtivo.
            Para atuar nessa perspectiva, o professor, subsidiado por teorias educacionais, deverá conhecer as características e potencialidades das tecnologias para incorporá-las aos projetos dos alunos, trazendo significativas contribuições à aprendizagem. Para isso é importante que participe de programas de formação voltados à integração das tecnologias na prática pedagógica.
            
                                                                                                                                            
 
2.2 Questão Investigativa
 
      
Por que os professores se mostram tão resistentes em modificar sua prática diante da necessidade de implantar as tecnologias na escola?
                                   ou
Por que os professores se mostram tão desinteressados em inovar sua prática pedagógica utilizando as TICs aliadas a pedagogia de projetos?
 
 
2.3 Hipóteses
 
            - Um dos maiores desafios à integração efetiva das tecnologias na escola é a formação de professores, que deve aliar o conhecimento técnico a uma mudança na prática pedagógica.
 
 
            - As tecnologias contribuem na aprendizagem do aluno se utilizadas num ambiente de aprendizagem que enfatiza a construção do conhecimento e não a instrução.
 
           - O trabalho com projetos associado ao uso das TICs é motivador tanto para o aluno como para o professor.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 . REFERENCIAL TEÓRICO
 
2.1 Conceito de projeto
“Para mim, projeto é igual a projeto de arquitetura que o cara
            faz uma planta para saber como vai ficar no final só que a
            diferença é que a gente vai mudando.”
MIR- aluna
 
              A origem da palavra projeto deriva do latim projectus, que significa algo lançado para frente. Boutinet (in FAGUNDES, MAÇADA E SATO p.15) associa o termo projeto à diferentes significados: “intenção (propósito, objetivo, o problema a resolver); esquema(desing); metodologia(planos, procedimentos, estratégias, desenvolvimento). Assim podem ser concebidas a atividade intelectual de elaboração do projeto e as atividades múltiplas de sua realização”.
               Nas ciências exatas bem como nas ciências humanas as atividades de pesquisa são norteadas por uma etapa fundamental inicial que é a elaboração do projeto prévio. 
Na pedagogia de projetos, as pessoas se envolvem para descobrir ou produzir algo novo, na busca de respostas a problemas reais. Trabalhar por projetos não se confunde com atividades propostas pelo professor para serem realizadas pelos alunos a partir de um tema dado pelo professor ou sugerido pelo aluno, com uma apresentação final.
                 Muito se comenta nas escolas sobre "projetos", a maioria diz fazer ou trabalhar com projetos. Mas quando vamos a fundo nestas colocações, percebemos que se referem a um grupo de atividades ou a uma mera atividade em torno de uma temática qualquer ou assuntos pré-determinados pelo professor, reduzindo muitas vezes a produção de um cartaz.
                 Um projeto vai além de um estudo de um determinado tema: para ser um projeto dever haver um problema a resolver, norteado por questionamentos, a partir das certezas e dúvidas elaboradas pelo autor, que conduzem a uma organização de ações em busca das soluções. 
 
                                                                                                                                                                                        Quando falamos em "aprendizagem por projetos estamos  nos referindo a formulação de questões pelo autor
                           do projeto, pelo sujeito que vai construir conhecimento. Partimos do
                          princípio de que o aluno nunca é uma tábula rasa, isto é, partimos do
                                                                        princípio de que ele já pensava antes.
                                                                       (FAGUNDES, MAÇADA e SATO, p. 16)
 
               Questões elaboradas pelo aluno a partir de sua história de vida, de seus interesses e valores é que devem gerar os projetos de aprendizagem e não impostas pelo professor. Quando isso é permitido, o aluno, ao mesmo tempo que desenvolve habilidades e competências para formular e solucionar problemas, desenvolve a autonomia para definir as direções de sua atividade.
               Segundo Fagundes, no desenvolvimento de projeto, as ações são realizadas a partir de um plano caracterizado pela flexibilidade e pela abertura ao imprevisível, um processo que é constantemente revisto e reelaborado durante a sua realização.
 
 
2.2 A pedagogia de Projetos
 Muitas são as discussões teóricas na busca de uma nova forma de organizar o ensino, que não a da transmissão de informações através de um currículo segmentado por disciplinas. Nesta discussão insere-se o trabalho por projetos, onde alunos são protagonistas de sua própria aprendizagem numa organização interdisciplinar baseada em múltiplas relações entre as áreas do conhecimento numa temática que lhe faz sentido. Ao professor cabe o grande desafio de planejar a sua prática pedagógica a fim de proporcionar aos alunos uma nova forma de aprender que integre as tecnologias nas atividades escolares.
Na pedagogia de projetos, o aluno aprende no processo de produzir, levantar dúvidas, pesquisar e criar relações as quais levam a novas buscas, descobertas e reconstrução de conhecimento. Por outro lado, o professor deixa de ser aquele que ensina por meio da transmissão de informações – que o tem como centro do processo – para criar situações de aprendizagem que propiciem o estabelecimento de relações nas situações vivenciadas, para que o aluno encontre sentido naquilo que está aprendendo.
No entanto, a partir dessa concepção, o compromisso do professor é acompanhar o processo de aprendizagem do aluno: ouvir e observar os alunos quanto ao seu entendimento e interesses para depois planejar, sempre respeitando a estrutura de tempo de cada um, promovendo uma variedade de atividades. Através de processos contínuos, acompanhar os alunos interpretando suas estratégias de raciocínio, suas percepções para desenvolver propostas pedagógicas adequadas as suas possibilidades cognitivas.
O trabalho por projetos requer mudanças na concepção de ensino e aprendizagem. Hernández (1988) destaca que ele não deve ser visto como uma opção puramente metodológica, mas como uma maneira de “repensar o saber e a função da escola”(p.49). Não existe um modelo ideal pronto e acabado que atenda a complexidade da realidade de sala de aula. O trabalho por projetos permite ao professor uma liberdade de ação que habitualmente não acontece no cotidiano escolar, e isso pode gerar muitos questionamentos na hora de planejar, uma vez que sua preparação acadêmica foi diferente.
Embora a pedagogia de projetos represente um desafio para o professor, ao aluno pode viabilizar um modo de aprender baseado na integração entre conteúdos das diversas áreas do conhecimento e diversas mídias. O desenvolvimento de projetos envolve ações interdisciplinares que contemplam o uso de diferentes mídias e impliquem aprendizagens que ultrapassam o tempo de aula (distribuição do horário por matérias em períodos de 50 minutos) bem como rompendo os limites de dentro e fora da escola.
Para isso é importante o desenvolvimento de projetos que envolvam a co-autoria dos participantes da comunidade escolar, ou seja, direção, professores e alunos, facilitando a viabilização e a realização de novas práticas pedagógicas.
 
2.3 Como integrar projetos e tecnologias 
São inúmeras as contribuições ao ensino de uma prática pedagógica fundamentada no trabalho por projetos com o uso de tecnologias. A utilização das tecnologias amplia os espaços da escola para além das quatro paredes, permitindo uma articulação com o mundo lá fora. Tecnologias e conhecimento se integram para que o sujeito construa novos conhecimentos necessários à compreensão das problemáticas levantadas por ele na transformação de sua realidade.
A partir de questões levantadas com base na realidade, o aluno parte em busca de informações utilizando-se das mais variadas mídias para a sua representação, através da articulação entre as novas formas de representação de conhecimentos e respectivas formas de linguagem, a interação entre aluno e objeto do conhecimento, aprendizagem e a produção final.
Um desafio para a educação atual é que o professor seja capaz de compreender as diferentes formas de comunicação e de representação que as tecnologias proporcionam, bem como planeje práticas que estabeleçam um diálogo entre as diferentes formas de linguagem das mídias, de representação e de comunicação. Para isso, o professor deve participar dos chamados programas de formação continuada, onde são vivenciadas as práticas integradoras de tecnologias e aprendizagem bem como discussões e reflexões de diferentes teóricos.
VALENTE (VALENTE, J.A. Diferentes usos do computador na educação. PROINFO, MEC) nos coloca que na escola a utilização do computador tem sido muitas vezes para ensinar sobre computação.  Ao ensinar computação, geralmente em cursos de uma hora semanal e em duplas, o aluno adquire conceitos sobre o funcionamento do computador, noções de programação entre outros, com propósitos vagos que não determinam a profundidade do conhecimento que o aluno deve ter.
Já o ensino através do computador  é visto como utilizar o computador para ensinar praticamente qualquer assunto, permitindo ao aluno construir conceitos  sobre qualquer área do conhecimento. Neste caso, o computador assume o papel de máquina de ensinar e a abordagem educacional é a instrução auxiliada por computador, isto é uma abordagem baseada na instrução programada tradicional, onde o papel e o livro são substituídos pelo computador. 
 
Esta modalidade pode ser caracterizada como uma versão
computadorizada dos métodos tradicionais de ensino.
As categorias mais comuns desta modalidade são os
tutoriais, exercício-e-prática ("drill-and-practice"), jogos e simulação.
                                                                                                                                                                                            VALENTE
No entanto, quando o computador é utilizado para representar uma idéia, passa a ser uma ferramenta que lhe permite resolver problemas ou realizar atividades entre elas a de desenhar, escrever, comunicar-se, etc. 
 
 
Segundo esta modalidade o computador não é mais
o instrumento que ensina o aprendiz, mas a ferramenta
com a qual o aluno desenvolve algo, e, portanto,
o aprendizado ocorre pelo fato de estar executando uma
tarefa por intermédio do computador.
                                                                                                                                                                                                                                                             VALENTE 
               
                Aqui ficam compreendidos a elaboração de textos usando processadores de texto, a pesquisa em banco de dados existentes ou a criação de um novo, a resolução de problemas de diferentes áreas do conhecimento e representação desta resolução segundo uma linguagem de programação, controle de processos em tempo real, como objetos que se movem no espaço ou experimentos de um laboratório de física ou química; produção de música, a  comunicação e uso de rede de computadores. Essas novas modalidades de uso do computador na educação estão voltadas para o uso das tecnologias não como "máquina de ensinar" e sim como uma nova mídia educacional: uma ferramenta de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade do ensino. Vivemos num mundo cada vez mais dominado pela informação e por processos que ocorrem de maneira muito rápida e imperceptível, por isso muito do que a escola ensina fica obsoleto e sem utilidade num curto espaço de tempo. Diante destas mudanças em nossas vidas, a escola deve, ao invés de trabalhar com a memorização da informação, ensinar os alunos a buscar informação bem como saber usá-la. O computador é que vai propiciar estas condições: os alunos terão condições de exercitarem a capacidade de procurar e selecionar a informação, a resolver problemas e aprender independentemente. É importante compreender que as diferentes modalidades de uso do computador apresentam, cada uma delas, características próprias, vantagens e desvantagens, sendo necessário discutir em quais situações cada modalidade mais se adapta. 
                Essa mudança da função do computador como ferramenta acontece juntamente com o questionamento sobre o papel da escola e o papel do professor: a verdadeira função da escola deve ser a de criar condições de aprendizagem e a do professor a de criar ambientes de aprendizagem, abandonando o papel  de repassador de conhecimento, até porque o computador o faz de forma muito mais eficiente.
                 Assim, as possibilidades de uso do computador como ferramenta educacional cresce a cada dia, é um recurso enriquecedor e que favorece o processo de aprendizagem, mostrando que é possível sim alterar o paradigma educacional hoje centrado no ensino para  algo que seja centrado na aprendizagem. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  
colocar no rodapé da página- Weil (in Behrens 2005 p.25) define paradigma : “ Em grego, pardigma significa exemplo, ou melhor ainda, modelo ou padrão.” Cardoso (in Behlers 2005 p.17) propõe: “ modelo de pensar e ser capaz de engendrar determinadas teorias e linhas de pensamento dado certa homogeneidade a um modo de o homem ser no mundo, nos diversos momentos históricos.”
 
            Tomando como base o paradigma das ciências, na visão de um mundo como um todo integrado e não como partes dissociadas, Behlers  propõe o ensino onde é essencial o envolvimento do aluno no processo, que valorize “ a reflexão, a ação, a curiosidade, o espírito crítico, a incerteza, a provisoriedade, o questionamento (p.53)”, formando um sujeito crítico e inovador para produzir conhecimento e transformar a realidade.
 
2.4 A motivação do aluno
                    Para ANDRADE (in Valente,”Aprender construído.....” p. 71), motivação é o impulso essencial da atividade cognitiva. Motivar ou produzir motivos significa predispor a pessoa para a aprendizagem.       
       O aluno estará motivado para aprender quando está disposto a iniciar e continuar o processo de aprendizagem, ou quando está disposto a iniciar um certo assunto ou resolver um determinado problema. Por isso, é importante motivá-lo em função de seus interesses, do conhecimento que trás.
         A motivação fica evidente na atitude das pessoas, já que são elas que decidem conscientemente se querem ou não fazer, levando em consideração uma série de motivos e isto tem a ver com intencionalidade, com aprendizagem.
                   De acordo com Dewey (1959), quando não há relação entre o conhecimento prévio do aluno com a matéria de estudo, o ensino se reduz a mera memorização, pois não há motivação , um motivo, uma necessidade para aprender aquele conteúdo. A motivação leva a atenção espontânea, pois consiste em fazer algo desejado e não por obrigação. Sem motivação, o aluno matem-se desinteressado e suas energias se voltam para outras coisas.
 
                  A utilização de computadores na escola é realidade. Enquanto o educador é desafiado a aprender a lidar com essa nova ferramenta, que já pode ser considera velha, os alunos a dominam com facilidade, pois faz parte da sua cultura.
Os comentários nas escolas são de que os alunos, ao participarem das aulas no Laboratório de Informática mostram-se motivados a trabalhar, comprometendo-se mais com as atividades escolares.
Isso se deve aos grandes avanços tecnológicos se comparados aos recursos utilizados pelo professor em suas aulas tradicionais, pois estas perdem muito a capacidade de motivar os alunos se comparadas as tecnologias.
               Por outro lado, a tecnologia, para contribuir na construção do conhecimento deve ser articulada ao trabalho por projetos, propiciando aos alunos uma aprendizagem significativa por meio do desenvolvimento de produções com o uso de diferentes mídias.            
      Mas qual seria a real contribuição das tecnologias ao processo de aprendizagem do aluno?
                  Sabe-se que na maioria das vezes, a integração das tecnologias é feita de forma equivocada  em atividades que não fazem sentido ao aluno ou como disciplina específica para instrumentalizar sua utilização. Este não é o enfoque da informática educativa.
                     Os recursos tecnológicos não são o fim da aprendizagem, mas são meios que podem instigar novas metodologias que levam o aluno a “aprender a aprender” com interesse, com criatividade, com autonomia”. (BEHRENS, 2001,p.104)
                  A mudança da função das tecnologias utilizadas como meio educacional deve vir acompanhada de uma reflexão sobre a função da escola e sobre o papel do professor. Para Valente(Diferentes usos.....) a verdadeira função da escola não deve ser a de ensinar mas sim a de criar condições de aprendizagem. O professor deixa de ser o repassador do conhecimento  para ser o criador de ambientes de aprendizagem e o facilitador do processo.
                  Essa nova forma de aprender deve ser a preocupação do professor ao integrar as tecnologias na sua prática. O envolvimento do aluno nesse processo é fundamental, para isso ele precisa encontrar sentido naquilo que é o foco do estudo. O trabalho por projetos articulado as tecnologias propicia ao aluno a construção e a reconstrução do conhecimento para a compreensão da realidade no sentido de resolver seus problemas, tornando-se sujeito participativo e responsável. 
                   Hernandéz (1998, p. 49) propõe mudar a escola para formar indivíduos com uma visão mais global da realidade, vincular a aprendizagem a situações e problemas reais, trabalhar a partir da pluralidade e da diversidade, preparar para aprender toda a vida...
 
2.5 A questão do Professor
 
                     "Não há ensino de qualidade, nem inovação pedagógica sem uma adequada formação de professores." (NÓVOA, 1995)
 
                      É preciso construir uma nova escola para atender as necessidades da sociedade tecnológica em que vivemos. As tecnologias permitem um fluxo muito mais rápido e atualizado de informações, uma relação mais interativa, mais abrangente e mais cooperativa na construção do conhecimento para a compreensão da realidade no sentido de resolver seus problemas. Para isso, a escola, responsável pela formação clássica dos cidadãos,
                   “ precisa repensar o seu papel e rever a sua prática: uma escola aprendente, mediadora da construção do conhecimento dos seus beneficiários e orientadora de desenvolvimento cognitivo, emocional, estruturadora do pensamento, das capacidades e competências de aprender a aprender" (VALENTE, NIED-UNICAMP).
 
            LIBÂNEO (1998, p.37) compreende aprender a aprender como a “condição em que o aluno assume conscientemente a construção do conhecimento, aprende como fazê-lo e utiliza os conteúdos internalizados (conceitos, habilidades, atitudes, valores) em problemas e necessidades da vida cotidiana”.
 
Portanto, como novas atitudes docentes entende-se que o professor deva conhecer estratégias e adquirir competências para ensinar o aluno a aprender a aprender.
                      A educação ideal, segundo VALENTE, é a do aprendizado contínuo ao longo da vida, do conhecimento atualizado, da formação de indivíduos para adaptar-se as mudanças rápidas e do desenvolvimento pedagógico baseado numa prática reflexiva. É preciso, rever as responsabilidades dos educadores, também.
                        Portanto, o maior desafio a incorporação das tecnologias nas escolas é a formação de educadores para o uso pedagógico da informática.  Tal formação deve consistir na apropriação  e no domínio adequado dessa tecnologia aliado aos fundamentos necessários à renovação da cultura escolar. Sem a participação dos professores nenhum resultado positivo será alcançado. Certas abordagens e novos procedimentos não chegarão às escolas enquanto os professores não os incorporarem. O envolvimento dos professores no processo é fundamental.
                        Para isso, é necessário que o professor participe em programas de formação no qual ele tenha “ a oportunidade de explorar as tecnologias, analisar suas potencialidades, estabelecer conexões entre essas tecnologias em atividades na qual ele atua como formador, refletir com o grupo de formação sobre as possibilidades das atividades realizadas com aprendizes e buscar teorias que favoreçam a compreensão dessa nova prática pedagógica" (ALMEIDA, 2005).
                        Nesse processo de formação, é importante que o professor se conscientize dessas mudanças e que perceba as contribuições que a informática pode oferecer para potencializar e viabilizar uma educação de qualidade.
 
(RODAPÉ?)  Demo (1998) comenta que o conceito "educação de qualidade" muitas vezes é usado para reforçar o seu compromisso  construtivo de conhecimento. Coloca ainda que não podemos alcançar  a qualidade sem educação e que só será educação aquela que se destinar a formar o sujeito histórico, crítico e criativo
.
                         Educação passa a ser o espaço e o indicador de qualidade, porque é a base de formação da pessoa. Não será apenas ensino, treinamento, instrução e sim formação, aprender a aprender, saber pensar para poder atuar da melhor forma na sua realidade, criando coisas novas, inovando.
 
  Para ANDRADE (in VALENTE, NIED - UNICAMP) falar em mudanças pedagógicas aos educadores é pedir que façam coisas diferentes das que fazem e isso  muitas vezes gera medo, insegurança, pois a maneira como o professor trabalha em aula é decorrente de seu processo de formação acadêmica.
            Para as mudanças ocorrerem é necessário também o apoio de toda a comunidade escolar: diretores, coordenadores pedagógicos e demais membros devem estar engajados e apoiar estas mudanças.
               
 
3. METODOLOGIA
 
3.1 Sujeitos da Prática
            Os sujeitos da prática foram 30 alunos de uma turma de primeiro ano do Curso Normal, de uma escola pública estadual, no município de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, na faixa etária de 14 a 22 anos. Destes alunos, apenas dois possuem computador em casa.
            Como parceiras do trabalho inicialmente foram 3 professoras, uma de Psicologia da Educação, outra de Sociologia da Educação e, por último, uma professora de Educação Física que também desempenha as funções de “coordenadora” do Laboratório de Informática (LI) da Escola, durante três turnos da semana.
 
3.2 Procedimentos
            O Projeto foi realizado no Laboratório de Informática da Escola, equipado com 15 máquinas, todas ligadas a internet banda larga, uma impressora com scanner e um quadro-branco.
            Para a realização do projeto, os procedimentos foram os seguintes:
            - Apresentação da proposta à Direção da escola e definição da turma;
            - Apresentação da proposta aos professores da turma e definição dos professores parceiros que acompanharam o trabalho;
            - Início do Projeto com a turma através de uma dinâmica, com o objetivo de levantar temas de interesse;
            - Definição dos temas e grupos, elaboração das questões investigativas;
            - Início das atividades no Laboratório de Informática: conhecimento da ferramenta, criação de e-mails;
            - Elaboração do Primeiro Mapa Conceitual;
            - Pesquisa na internet, estruturação das respostas em página da web;
            - Elaboração do Segundo Mapa Conceitual;
            - Socialização do conhecimento.
           
 
 
 
 
  1. ANÁLISE DOS DADOS
 
            Inicialmente, apresentei meu trabalho à Diretora da Escola, foi uma conversa muito rápida e objetiva. É uma nova Direção, aberta a mudanças e inovações, que apóia professores que se mantém em formação, que procuram aprimorar conhecimentos ou buscar novos.
            A Escola tem como filosofia :
 
“ O Instituto deve assumir o papel de construir o conhecimento desenvolvendo as potencialidades do aluno como ser crítico, reflexivo e responsável para atuar na sociedade, tornando-o cidadão livre, participativo, solidário, ético e autônomo.”
 
No entanto, o que se observa na prática não condiz com os princípios e valores presentes na sua filosofia. É uma escola tradicional, cuja “organização do ensino obedece a um modelo de organização burocrático, com estruturas hierarquizadas. O ensino é organizado por especialidades, funções, em que cada disciplina é pensada separadamente” (MORAES, 1997, p.137) portantonuma visão fragmentada do conhecimento.
Neste contexto, a prática pedagógica por projetos de aprendizagem associada ao uso de tecnologias, por mim apresentada, vem ao encontro da filosofia desta escola pois propicia o desenvolvimento de projetos em torno de uma problemática de interesse de um grupo de alunos, a partir de questões elaboradas com base no conhecimento que estes trazem de seu contexto. A investigação se desenvolve para construir um conhecimento que ajude a compreender o mundo e a conviver criticamente na sociedade.
Depois de conversar com a Direção, o desafio foi cativar professores a serem parceiros no meu trabalho. Muitos problemas surgiram, entre eles: conciliação de horários, falta de professores em diversas disciplinas e rejeição ou desinteresse por parte de alguns em inovar sua prática, experimentar o novo.
Não é fácil convencer professores que foram preparados durante sua formação acadêmica para uma prática tradicional de ensino. Um novo trabalho implica em novas aprendizagens e mudança na sua prática pedagógica. É preciso que se tenha abertura e flexibilidade para rever o seu trabalho e suas estratégias, no sentido de criar condições para o aluno construir e reconstruir o conhecimento e não simplesmente transmiti-lo.
Enfim, dois professores concordaram em participar do trabalho, uma de Psicologia da Educação e outra de Sociologia da Educação. Ficou combinado que as professoras participariam durante duas horas semanais cada uma, num período de quatro semanas. As professoras parceiras tem um conhecimento básico para lidar com o computador, internet, e-mail.
O início dos trabalhos ficou marcado para a aula de Sociologia da Educação, mas não foi concretizado, pois neste dia os alunos se organizaram em uma manifestação pelas ruas da cidade no sentido de alertar a comunidade sobre a falta de professores na escola.
Na data seguinte combinada, agora no período de Psicologia da Educação, finalmente aconteceu o primeiro encontro com os alunos. Apresentei-me e expliquei a proposta de trabalho, eles adoraram a idéia, ficaram muito felizes e já começaram a organizar o material, pois achavam que iríamos naquele momento ao LI.
 Percebi o quanto os motiva trabalhar com tecnologias.
Segundo ANDRADE (in Valente, p.71) ( - VALENTE, Jose Armando. Formação de educadores para o uso da informática nas escolas), sem motivação não ocorre a aprendizagem e não adianta insistir para que a pessoa aprenda se ela não estiver motivada. Sabemos que não é tarefa fácil para o professor estimular ou produzir motivos a fim de que os alunos se interessem por um determinado conteúdo mas o resultado final é gratificante para todos.
As tecnologias hoje, tão presentes na sociedade, representam uma forma de enriquecer o ambiente de aprendizagem, motivando o aluno a participação e envolvimento no processo de construção do conhecimento.
Do grupo de 30 alunos, apenas alguns disseram possuir e-mail e dois disseram ter computador em casa. Portanto, o trabalho que se apresentava constituía uma forma de integrá-los ao mundo da informação, tão desenvolvido fora da escola.
A sociedade caracteriza-se hoje pela informação transmitida pela internet. Cada vez se produz mais informação  e mais dependemos dela para trabalhar e viver. Se a escola não incluir a internet na educação ela está alheia a esta nova realidade, produzindo exclusão social. Quando o professor convida o aluno a um site, ela não apenas utiliza uma nova mídia como estratégia na aprendizagem do aluno, mas também contribui para a inclusão dele na sociedade da informação. 
Iniciamos as atividades com uma dinâmica: em uma folha, os alunos deveriam escrever, durante um minuto, as palavras que lhe viessem à memória. Após, deveriam escrever um questionamento que tivessem a respeito das mesmas. Algumas geraram interessantes questionamentos, outros começaram a surgir. Passei a escrevê-las no quadro, os alunos participavam ativamente. O primeiro passo do projeto estava sendo dado: o levantamento da questão inicial, norteadora do trabalho.
MAGDALENA & COSTA (2007) destacam a função da questão neste momento como fator determinante na atividade mental em uma direção.
 
“Só buscamos respostas quando temos uma pergunta, só procuramos alguma coisa quando sentimos necessidade e temos uma idéia a cerca do que queremos encontrar”, investigar.
 
Os alunos foram sendo organizados por temáticas a fins e, ao contrário do que normalmente ocorre, não houve grandes problemas, pois é uma turma nova na escola, iniciando um novo curso e que ainda não havia criado grandes vínculos de amizade.
A partir da formação dos grupos, os alunos passaram a elaborar as certezas provisórias, que representam o conhecimento que o aluno trás consigo, fruto de suas experiências anteriores, bem como as dúvidas temporárias, que representam o conhecimento que ele vai buscar.
A professora parceira, presente neste encontro, trabalhou ativamente, pois os alunos apresentaram muita dificuldade em expressar suas idéias sob a forma de certezas e dúvidas, diziam “não saber nada” sobre o assunto, ao mesmo tempo que não conseguiam questionar também. Representam o resultado de uma escola tradicional, onde o professor é que é acostumado a pensar pelo aluno, é ele quem questiona. No trabalho com projetos, o aluno é convidado à ação, saindo da passividade.
Foi necessário mais um encontro para construir as certezas e dúvidas. Fomos ao LI, em turno inverso ao da aula, aproveitando o dia da Educação Física, mas a conexão não funcionou, os alunos trabalharam com um editor de texto. A maioria dos alunos compareceu ao encontro e trabalhou com muito entusiasmo, considerando ser um período fora do horário e que não eram “obrigados” a comparecer. A dificuldade para construir os questionamentos foi aos poucos sendo superada, as questões foram se tornando mais objetivas, preparando espaço para a construção do 1º Mapa Conceitual (MC).
NOVAK (in DUTRA 2006) define mapa conceitual como uma ferramenta para organizar e representar conhecimento. É uma espécie de organograma de idéias, um conjunto de substantivos inter-relacionados. Os conceitos (palavras-chaves) mais importantes aparecem dentro de caixas, enquanto as relações entre eles são feitas por frases e verbos de ligação. Os alunos analisam as relações entre os conceitos através de conversas e na troca de informações com os colegas e o professor.
Os dois encontros seguintes foram marcados por problemas bem distintos, que atrapalharam o planejamento dos trabalhos. O 3º encontro não ocorreu por ter sido marcado uma paralisação de professores do sistema estadual de ensino e a nossa escola aderiu. O outro problema que surgiu foi de ordem técnica, no encontro seguinte: o dia estava muito quente e houve um super-aquecimento na fiação elétrica e ocorreu um curto-circuito no disjuntor do LI, bem no momento em que eu ligava as máquinas. Problemas até comuns numa escola sucateada, pobre de recursos, esquecida, abandonada pelos governantes. Tivemos então que trabalhar em sala de aula, eu e a professora parceira de Psicologia. Os alunos trabalharam concluindo as questões e na construção do 1º MC. Eu e a professora parceira discutimos com os grupos um pouco mais sobre as questões e conceitos-chaves, no sentido de direcionar da melhor forma os trabalhos na busca de soluções aos questionamentos levantados.
Estávamos criando um novo espaço de aprendizagem, um ambiente
 
“ onde há lugar para atividades definidas pelo próprio aprendiz de modo que este possa sentir-se relativamente livre para construir e reinventar, para perceber e para responder a desafios, para manifestar um mundo interior. Um ambiente ao mesmo tempo acolhedor – que aceita idéias e erros – e desafiador, no sentido de provocar a aprendizagem.” ( Magdalena & Costa)
 
            Para os alunos que haviam concluído as atividades, oferecemos revistas com reportagens sobre os temas escolhidos, solicitando que separassem também material encontrado para outros grupos. Houve a colaboração de todos neste sentido.
            A partir do 4º encontro, passamos a usar efetivamente o LI. Criei um Wiki do Projeto da turma e as páginas correspondentes a cada grupo. Conheceram a ferramenta e criaram uma conta de e-mail, pois era o desejo de muitos deles. Neste encontro houve o acompanhamento da professora de sociologia, que desconhece a ferramenta mas que passou rapidamente pelos grupos para conhecer seus projetos. Comentou que em todos os trabalhos conseguiria inserir conteúdos de sua disciplina e que iria pensar sobre isso no final de semana para sugerir no próximo encontro. Depois disso, sentou-se na frente de um computador, abriu seu e-mail, saiu da sala,...
            Neste encontro apresentei meu trabalho a professora que coordena o LI e que também é professora da turma do projeto. Ela participou de um curso de formação para professores no NTE de Novo Hamburgo, por isso está habilitada a trabalhar no Laboratório. Convidei-a para participar como parceira e ela prontamente aceitou. Não conhece a ferramenta mas mostrou-se disposta a ajudar.
            Os alunos iniciaram a pesquisa na internet em busca das respostas aos seus questionamentos, familiarizando-se cada vez mais com a ferramenta. Fizemos fotos da turma e os alunos inseriram em suas páginas, sempre demonstrando muita motivação e interesse em trabalhar. Os que tinham maior domínio da tecnologia foram convidados a auxiliar os demais colegas e o fizeram com muito entusiasmo, conforme relatos dos próprios alunos. 
 
Ainda estamos nos esforçando e solucionando dúvidas. O trabalho de pesquisa está muito bom. E todo o grupo está ajudando. Realmente, está se tornando um excelente trabalho. (L.G.P.)
 
agora sei mais um pouquinho sobre anorexia e tambem sobre bulimia realmente ta sendo legal fazer este trabalho(D.C.R.)
 
Eu estou adorando fazer esse trabalho está sendo uma experiencia nova para mim no momento é isso.Bjs (M.P.S.R.)
 
Acho que a cada a aula que passa uma coisa nova vai aconteçendo, eu leio assunto por assunto e descubro coisas que nunca irira imaginar se não fosse este trabalho. Um asunto que eu não imaginava que teria tantos pontos posítivos, brinquedos que fazem bem , que são educativos e os brinquedos que não são educativos!!! Estou adorando muito!!! brigadão prof° Ilane por nos proporcionar esa oportunidade de trabalhar assim. Bjão (L.V.M.)
 
            O trabalho com as professoras parceiras foi aos poucos enfraquecendo. A professora de Psicologia foi remanejada dentro da escola. Mesmo assim prontificou-se a continuar acompanhando os trabalhos. Mas, como houve mudança no horário, isso implicava em acompanhar os projetos fora de seu horário na escola, não interessou-se mais e acabou desistindo do trabalho. A nova professora de Psicologia entrou em licença imediatamente após assumir, num período de três semanas e não participou do projeto. A professora de Sociologia saia constantemente da sala, não participava do trabalho dos alunos, sequer deu sugestões. Nossas combinações passaram a pequenos comentários no final de cada aula, quando estava presente, pois aproveitou muitos momentos para ausentar-se e solucionar seus problemas pessoais.
            Segundo Delors (1999 p.192), o desenvolvimento das tecnologias não diminui em nada o papel do professor, antes pelo contrário; mas modifica-o profundamente e constitui para eles uma oportunidade que devem aproveitar.
Para isso é indispensável uma formação que lhe dê o domínio destes novos instrumentos pedagógicos. Por mais avançada que seja a tecnologia usada nada contribuirá a educação se o ensino não estiver adaptado à sua utilização. O professor deve questionar sua prática.
            Por outro lado, os alunos evoluíam cada vez mais no domínio da ferramenta, nas suas construções, nas suas relações e nas trocas com os colegas.
 
                                                    olá prof.o trabalho está andando sim graças aos                    componentes que estão se empenhando muito
                                                                                               em fazer um otímo trabalho!
( PA Fotografia)
 
                                                                            Bom eu estou achando que nosso  grupo,é bem esforçado e que
 vai ser um ótimo trabalho.
(J.K.D.)
 
            Para MORAES (1997, p.223), o desenvolvimento da cooperação é fundamental num mundo em permanente evolução, como o nosso, “onde a transitoriedade, o incerto, o imprevisto e a mudança estão cada vez mais evidentes.” A autora propõe que os novos ambientes de aprendizagem sejam baseados nas “relações de cooperação, parceria e compartilhamento entre os diferentes aprendizes.” E isso pode ser incentivado por “vivências de trabalho em grupo na busca de soluções para os problemas propostos, que reconheçam a importância da experiência e do saber de cada membro do grupo na construção do saber coletivo”.
O projeto constitui-se em um trabalho em grupo, onde cada um com as suas potencialidades, caminha em direção a um objetivo comum. Isso é fundamental para lidarmos com a complexidade dos problemas que existem no nosso meio.
            Os alunos, no decorrer das atividades, apresentaram muita dificuldade em construir as respostas às questões, pois estas deveriam ser de autoria própria e não simplesmente cópia da internet. Isso também tiveram que aprender, pois estavam acostumados a copiar, imprimir e entregar ao professor sem nunca questionar ou emitir opinião própria.
            Para LIBÂNEO (1998 p. 26), na escola os alunos devem  “ aprender a buscar a informação nas aulas, no livro didático, na TV, na rádio, no jornal, nos vídeos, no computador, e os elementos cognitivos para analisa-la criticamente e darem a ela um significado pessoal.” A escola deve preparar o aluno a selecionar as informações mas, principalmente, a saber pensar de modo reflexivo sobre ela para atingir o conhecimento.
            Através da observação dos trabalhos, pude constatar os diferentes ritmos e tempos de cada um na busca do conhecimento.
Alguns problemas surgiram, decorrentes do pouco domínio da ferramenta, na tentativa de acertar.
 
Nos pesquisamos todo o trabalho aula passada e escrevemos numa folha,
mas acabamos perdendo a folha entao tivemos que pesquisar tudo de novo agora sim que ficou mais dificil.(R.S.C.)
 
 Dai a importância da mediação do professor nesse processo, entendendo seu caminho, sua capacidade técnica, cognitiva e afetiva, sua história e seu contexto de vida para saber intervir, garantindo que os conceitos utilizados na realização do projeto sejam compreendidos, sistematizados e formalizados pelo aluno.
O comentário de uma aluna nos faz refletir sobre a prática pedagógica adotada na escola.
Bom eu estou achando que nosso grupo,é bem esforçado
e que vai ser um ótimo trabalho.
Estamos pesquizando bastante para tirar,nossas duvidas
 para tirar uma nota boa... Um abraço (E.S.M.)!!!!!!
 
O aluno, na tendência do ensino tradicional, segundo BEHRENS (2005), caracteriza-se como um ser receptivo e passivo, deve obedecer sem questionar, é levado a copiar e imitar para assimilar o conteúdo. A aprendizagem é considerada se o aluno reproduzir automaticamente e sem variações os conteúdos.
Portanto, é normal que o aluno se preocupe com a nota que receberá pelo trabalho realizado e não pelo conhecimento construído ao longo do processo, pois este é o enfoque maior da prática de ensino de nossas escolas.
Um segundo mapa conceitual foi elaborado, agora com maior facilidade pelos alunos, contemplando o conhecimento construído.
             No último encontro, os alunos socializaram seus trabalhos e apresentaram de forma espontânea e clara os seus projetos. Não foi necessário ler ou prender-se a tela do computador, tiveram muita firmeza ao apresentar suas descobertas, um conhecimento realmente significativo para eles, construído por eles. As duas professoras parceiras assistiram a exposição dos alunos: a professora que estava no seu horário de trabalho no LI e a professora de Sociologia, também seu horário de aula com a turma. Esta assistiu as apresentações e atribuiu uma nota para cada aluno a partir do produto final apresentado, sem avaliar o processo num todo, um procedimento avaliativo característico da escola tradicional.
            A ênfase do processo pedagógico no ensino tradicional recai no produto, no resultado, na memorização do conteúdo, muitas vezes restringindo-se em cumprir tarefas repetitivas e insignificantes para quem as executa.
            Ao ser questionado sobre trabalhar uma temática de seu interesse e não de uma proposta do professor, uma aluna relatou:
 
  Foi ótimo, pois nós escolhemos um assunto polêmico e que nos interessava. E conseguimos coletar muitas informações sobre o assunto com os recursos do laboratório. (J.V.S.)
 
            Portanto, a metodologia utilizada foi eficiente, consideram-se o conhecimento que construíram. Os alunos, como autores de seus projetos, puderam exercer sua autonomia ao pesquisar certezas e dúvidas, adquirindo competências e habilidades para aprender novos conceitos.
 
A professora parceira deixou um recado na página do projeto:
 
"Parabenizo a Professora Ilane e os alunos do Normal do Pedrinho turma 2108, pelo trabalho maravilhoso que realizaram em tão pouco tempo. Parabéns a todos!!" Professora da Disciplina: Sociologia da Educação
              Através deste comentário fica evidente que não houve a participação da referida professora no trabalho que se encerrava. Os novos papéis do professor numa prática pedagógica que busca a superação da reprodução para a produção do conhecimento não foram compreendidos pela parceira.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
            O desenvolvimento desta pesquisa me levou a concluir que a implantação efetiva das tecnologias na educação depende fundamentalmente do professor superar o medo e a insegurança frente ao computador bem como refletir sobre sua prática, na busca de um ambiente que propicie a construção do conhecimento pelo aluno. Isto porque os computadores já chegaram à sala de aula e os alunos estão motivados a usá-los.
            A presença da tecnologia na escola é vista como um grande desafio ao professor pois, além de ter que aprender a utilizá-la, ele deverá aprender sobre uma nova forma de ensinar, desenvolvendo um papel diferente ao que fazia até então. Além disso, o professor precisa entender como relacionar-se com este novo aluno e saber como intervir no seu processo de construção do conhecimento.
            Para tanto, é preciso que o professor tenha coragem para mudar e aproveite oportunidades como a que ofereci e outras desenvolvidas pelos Núcleos de Tecnologia Educacional das Coordenadorias Regionais de Educação do Estado do Rio Grande do Sul, pelas Universidades Federais, entre outros.
            No Brasil, conforme nos coloca VALENTE (VALENTE, J.A. VISÃO ANALÍTICA DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO NO BRASIL: a questão da formação do professor . NIED-UNICAMP / PUC-SP) , a proposta de introdução da informática na educação deve vir acompanhada de um processo de mudança pedagógica, enfatizando a criação de ambientes de aprendizagem que possibilitem ao aluno construir o seu conhecimento, ao invés do professor transmitir informação ao aluno.
            Exige uma formação bastante ampla e profunda do professor” para que compreenda o computador como uma nova forma de representar o conhecimento provocando um redimensionamento dos conceitos já conhecidos e possibilitando a busca e compreensão de outros novos. Requer, também, uma análise criteriosa do que significa ensinar e aprender, bem como rever o papel do professor neste novo contexto. Portanto, compreender o trabalho por projetos aliado as tecnologias é fundamental ao processo de mudança que desejamos.
            O trabalho que desenvolvi junto aos professores parceiros foi o de sensibilizá-los a implementarem os PAs associados as TICs na sua prática pedagógica. Não foi um trabalho fácil: primeiramente, pela resistência de alguns em aceitar o desafio, o professor está acomodado na sua prática, mudar implica em rever conceitos, voltar a estudar, atualizar-se. É muito mais confortável deixar como está.
Trabalhar por projetos implica em planejar, ter um referencial a seguir, que pode e deve ser revisto e reavaliado no decorrer dos trabalhos. Numa escola segmentada como a que desenvolvi o trabalho, não há espaço para planejar as atividades conjuntas com outras áreas, cada um trabalha por si só, por isso não houve abertura por parte das parceiras para isso. Além do mais, planejar implica em dispor de um tempo além do previsto na escola, não havendo interesse para isso.
A aprendizagem dos alunos teria sido maior se a participação das professoras parceiras fosse mais efetiva, pois estes mostraram-se sempre motivados a trabalhar e o faziam com grande comprometimento. Havia uma certa alegria, um grande prazer em trabalhar daquela forma, buscando respostas aos questionamentos que lhe interessavam e não conteúdos determinados pelos Planos de Estudos da escola, utilizando para isso as tecnologias.
Os recursos tecnológicos qualificam o processo ensino-aprendizagem, tornando-o mais dinâmico e significativo. É isto que o professor precisa entender, em qualquer disciplina é possível produzir aprendizagem utilizando-se as TICs, basta o professor estar disposto a procurar, a pesquisar, tendo um planejamento que lhe oriente.
Um professor assim, “instigador fervoroso” (VALENTE), através de seu exemplo, espontaneamente conduzirá seus alunos a agirem desta forma. Alunos críticos, conscientes e criativos tornam-se cidadãos preparados para enfrentar as mais diversas situações que a realidade nos coloca, atuando efetivamente na solução dos problemas.
Por fim, em escolas que já possuem computadores, é necessário que a direção se empenhe, invista na formação de professores, superando para isso barreiras administrativas que o próprio sistema impõe. Na escola que realizei a prática, o Laboratório de Informática se encontra totalmente fechado. A professora que atuava em apenas 3 turnos agora desempenha funções burocráticas na Secretaria da escola e não tem perspectiva de voltar ao Laboratório. Enquanto isso, os dois mil alunos ficam privados de um poderoso aliado ao processo de aprendizagem, além da própria exclusão a que são submetidos.
 
 
 
             
BIBLIOGRAFIA
 
- LIBÂNEO, José Carlos.Adeus professor, adeus aluno? : novas exigências  educativas e profissão docente. 2ª ed. - São Paulo : Cortez,1998. 
- HERNANDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação: Os Projetos de Trabalho. Porto Alegre: ArtMed, 1998.
- BEHRENS, Marilda Aparecida. O Paradigma Emergente e a Prática Pedagógica.  Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.
- DUTRA, Ítalo Modest / JOHANN, Pupe Stefano. Por uma abordadagem construtivista dos mapas conceituais. E-proinfo, 2006.
- DELORS, Jaques.Educação: um tesouro a descobrir. -2.ed.- São Paulo:Cortez:Brasília, DF : MEC : UNESCO, 1999.
- MORAES, Maria Cândida. O Paradigma Educacional Emergente.Campinas, SP: Papirus, 1997.
- MAGDALENA & COSTA. Qual é a questão? E-proinfo, 2006.
- MAGDALENA, Beatriz Corso e COSTA, Iris  Elizabeth Tempel. Internet em sala de aula: com a palavra os professores. Porto Alegre : Artmed, 2003.
- FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
- ALMEIDA, F.J. & ALMEIDA,M.E.B.. Aprender Construindo. PROINFO, MEC.
- ALMEIDA, M.E.B. de.Prática e formação de Professores na integração de mídias. Ministério da Educação, Brasilia, 2005)
- VALENTE, J.A. VISÃO ANALÍTICA DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO NO BRASIL: a questão da formação do professor .http://www.inf.ufsc.br/sbc-ie/revista/nr1/valente.htm 
- VALENTE, J.A. Diferentes usos do Computador na Educação http://www.proinfo.mec.gov.br/ 
- Aprender Construindo. A Informática se transformando com os professores. http://teclec.psico.ufrgs.br/oea2000/livro1.pdf. PROINFO, MEC. 
- VALENTE, Jose Armando. Formação de educadores para o uso da informática nas escolas. Disponível em http://www.nied.unicamp.br/oea/pub/livro4/index.html 
 - NÓVOA, Antonio. Os professores e a sua
José Carlos.Adeus professor, adeus aluno? : novas exigências  educativas e profissão docente. 2ª ed. - São Paulo : Cortez,1998. 
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 - NÓVOA, Antonio. Os professores e a sua formação. 2ª ed.,Publicações Dom Quixote Ltda,Lisboa, Portugal, 1995.
 
                                                                                                                                                                                                                                                                      Primeiros comentários do TCC

Comments (11)

IlaneCichelero said

at 1:00 am on Aug 21, 2007

Oi Prof. Jane. Como vês, reformulei bastante o meu TCC, foi muito "trabalhoso", As vezes leio, releio e acho um pouco confuso, suregem cada vez mais novos conceitos, que necessitam novas citações... Estou aqui coberta de livros, que achas da bibliografia? Tem sugestões? Estou achando um pouco pobre sobre a motivação do aluno... E a nova estruturação? O Problema? As hipóteses? A introdução?
Poderias analisar cada passo elaborado?
Estou começando a escrever a prática, vou acatar a sugestão de misturar com reflexões teóricas...
Até mais!

Jane said

at 12:45 pm on Aug 22, 2007

Vamos por partes. Para começar, estou gostando muito do que estou lendo. Sobre o (sub)título, pensei, "da desmotivação do professor à motivação do aluno" (algo assim, que tal? - devo deixar claro que não sou muito boa em títulos!). Sobre a caracterização do problema: como a questão norteadora é sobre a desmotivação do professor e a necessidade das tecnologias serem introduzidas em aula, até mesmo por causa da motivação do aluno, isso deve ficar mais claro e desenvolvido na caracterização do problema. Podes colocar "como observei em sala de aula (ou) ...ao falar com os professores, percebe-se que...". Ah, o sumário está bem bom...super organizado e contendo as divisões necessárias...

Jane said

at 12:55 pm on Aug 22, 2007

Continuando com tuas perguntas: a estruturação está boa, assim como a introdução e o trabalho em cima dos conceitos - concordo que podes te aprofundar mais em alguns momentos, como na motivação do aluno, mas a bibliografia está boa; a questão investigativa é boa, mas será que vais conseguir respondê-la? Temos que ter cuidado ao usarmos o "como" e não o "por quê", entende? Talvez reestruturar no POR QUE, mas nas considereções finais, dar uma idéia do COMO, o que achas? As hipóteses estão boas, mas podes estruturá-las em frases (fica melhor). Por enquanto é isso. Depois, é bom ficar atenta a erros nas frases (principalmente de digitação) e na estruturação do texto (conforme as regras). Certo? Bom trabalho. Jane

IlaneCichelero said

at 5:46 pm on Aug 22, 2007

Obrigado por me abrir os olhos, que estão tão cansadinhos... Vou precisar de um tempo para ajeitar tudo, ok? Fico aliviada por estar no caminho certo, nesta longa construção. Nunca fiz um trabalho assim...
Abraços, Ilane.

IlaneCichelero said

at 1:03 am on Aug 27, 2007

Olá. Consegui escrever a prática realizada na escola, porem não conclui a digitação.
O que aparece em vermelho se refere a correções ou acréscimos que tenho que fazer.
Aos poucos, o trabalho vai tomando corpo...
Abraços, Ilane.

IlaneCichelero said

at 7:17 pm on Aug 28, 2007

Eu novamente. Terminei de digitar a prática (eu acho)e pensei em não colocar o nome da escola, professores e alunos(como foi orientado). Mas preciso deixar o nome das disciplinas das professoras parceiras? Preferia não. Quanto ao relato, ficou muito extenso? Consegui destacar os conceitos do TCC?
O que está escrito em verde reluzente no referencial teórico sâo acrescimos ao que já havia escrito. Aguardo comentários. Ilane.

IlaneCichelero said

at 11:32 pm on Aug 29, 2007

Um questionamento: a maneira como escrevi a prática já contempla a análise dos dados, não é? Posso então partir para as considerações finais?

Jane said

at 2:30 pm on Sep 4, 2007

Olá, Ilane: se preferes, não precisas colocar nenhum nome. O relato está muito bom. Não ficou extenso. Penso que poderias colocar em formato word e tb me mandar para irmos vendo como fica estruturado em forma de texto e formatação (pq isso tb é importante). Penso o seguinte: um TCC possui algumas regras, certo? Penso que a tua descrição nos "Procedimentos" pode ser chamada de "Análise dos Dados". Antes, então, dentro da metodologia, descreva os procedimentos e as atividades, sem análise, como uma "introdução" ao que fizeste depois, certo?
Lembre-se sempre: uma coisa deve estar encadeada na outra, ou seja, teus conceitos, tua descrição, assim como tuas considerações finais devem se reportar para a tua pergunta e tuas hipóteses. Aliás, as tuas hipóteses devem, de alguma forma, ser uma tentativa de responder a tua problematização. Um abraço
Jane

ilaneci said

at 9:39 pm on Sep 10, 2007

Oi! Tive problemas com o moden e agora tenho muito trabalho na escola, conclusão de trimestre. Retomarei meu trabalho dia 12/o9. Um abraço, Ilane

IlaneCichelero said

at 12:29 am on Sep 19, 2007

Estou enviando por e-mail o solicitado, aguardo retorno para finalizaaaaaaarrrrrr.........
Abraços, Ilane.

Jane said

at 2:03 am on Oct 14, 2007

Ilane, adorei o título!
Tá tudo muito bem. Não recebi o teu texto por mail...por isso não respondi e fiquei no aguardo...
o que li, por aqui, está ótimo. Prefiro a primeira pergunta, está bem colocada!
Se der, mande-me por mail...pois precisar formatar em word, certo?
abraço

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